FILIPE BRAGA FOTÓGRAFO
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BIO
As memórias são tóxicas, ressurgindo contra a minha vontade, envenenam-me o presente. Os espelhos são a consciencialização da nossa memória e cada estilhaço tem uma autonomia reflexiva entre o que aparece e o que está escondido. Às vezes o espelho devolve-me um rosto que nunca foi o meu, outras vezes olho ao espelho e não vejo ninguém. A transparência traz o que está do lado de lá, a translucidez da fotografia e da arte. A falsa memória surge de uma luta por delírios e desejos. Por vezes para vermos melhor alguma coisa é preciso tirar-lhe nitidez, porque a aparente nitidez oculta quase sempre algo indispensável para a revelação de uma coisa que não se sabe bem o que é, uma coisa que nunca vimos, uma visão imaginada da nossa memória, uma falsa memória. Sítios onde nunca estive, são os lugares onde habitam as minhas memórias de culpa e desejos inconscientes A verdade e a memória, imaginar uma coisa na outra. A razão é o somatório possível entre as duas